3 - Ensino Médio

Universalizar, até 2016, o atendimento escolar para toda a população de 15 a 17 anos e elevar, até o final do período de vigência deste PNE, a taxa líquida de matrículas no Ensino Médio para 85%.

Objetivo 1: Matricular todos os jovens de 15 a 17 anos na escola até 2016.
Resultado parcial: 91,5% dos jovens de 15 a 17 anos estavam na escola em 2018.
Desafios: porcentagem de jovens dessa faixa etária na escola permanece quase estagnada desde 2009, ano que a escolaridade se tornou obrigatória até os 17 anos.

Objetivo 2: Garantir, até 2024, que 85% dos jovens de 15 a 17 anos estejam no Ensino Médio.
Resultado parcial: 68,7% dos jovens de 15 a 17 anos cursavam essa etapa em 2018.
Desafios: tornar o Ensino Médio mais atrativo, com a diversificação do currículo, implantar uma Base Nacional Comum Curricular que ajude a induzir uma melhor qualidade e equidade e diminuir as taxas de evasão e abandono na etapa.

Universalizar, até 2016, o atendimento escolar para toda a população de 15 a 17 anos e elevar, até o final do período de vigência deste PNE, a taxa líquida de matrículas no Ensino Médio para 85%.

Dados disponíveis para País, Região, Estado, Metrópole

Um dos pontos da meta 3 do Plano Nacional de Educação (PNE) busca ampliar o acesso ao Ensino Médio ao instituir que 85% dos jovens de 15 a 17 anos - chamada de taxa líquida - devem estar matriculados nessa etapa escolar até 2024.

A partir dos dados do 2º trimestre da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PnadC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o indicador calculado pelo Todos Pela Educação revela um crescimento desde 2012, chegando a 68,7% de jovens matriculados em 2018. Em números absolutos, aproximadamente 6,2 milhões de jovens nessa faixa etária estavam matriculados.
O ritmo de crescimento durante esses anos não pode ser considerado suficiente para o cumprimento da meta em 2024: desde 2014, houve aumento de apenas 4,5 pontos percentuais, ou seja, 30,4 mil alunos atendidos.

A análise do indicador pela renda familiar per capita permite a comparação entre os níveis econômicos das famílias. Podemos observar a alta desigualdade de oportunidades educacionais que os mais pobres têm em relação aos mais ricos: os 25% mais ricos já atingiram a meta em 2014, com 87,1% dos jovens no Ensino Médio, enquanto os 25% mais pobres apresentaram desempenho inferior aos demais níveis, com 53,1% de jovens matriculados nessa etapa naquele ano. Comparando 2014 e 2018, o nível de renda mais baixo aumentou a taxa em 6,5 pontos percentuais, mas ainda insuficiente e distante da meta estabelecida.

Ao analisar os dados de acordo com as localidades, a rural apresentou um crescimento nos últimos 7 anos, e a localidade urbana teve uma leve queda entre 2016 e 2017. Ainda assim, a taxa de matrícula dos jovens que pertencem à urbana (71,1%) é maior que a taxa dos jovens residentes da rural (57,2%).

O indicador também pode ser analisado pela raça/cor dos jovens no Ensino Médio, apontando, em 2018, maiores taxas para a população branca, com 75,4% matriculados na etapa, já os pretos contam com 63,7% e os pardos 65%.

Três unidades federativas se destacaram em 2018 com os melhores desempenhos. São elas: São Paulo (79,4%), seguida de Santa Catarina (77,8%) e Mato Grosso (77,4%).

 

monte seu dossiê

Fonte: IBGE/PnadC

Elaboração: Todos Pela Educação

Indicadores auxiliares

Dados disponíveis para

Fonte: IBGE/PNADC

estratégias da meta


  • 3.1 - Renovação do Ensino Médio

    Institucionalizar programa nacional de renovação do ensino médio, a fim de incentivar práticas pedagógicas com abordagens interdisciplinares estruturadas pela relação entre teoria e prática, por meio de currículos es­colares que organizem, de maneira flexível e diversificada, conteúdos obrigatórios e eletivos articulados em dimensões como ciência, trabalho, linguagens, tecnologia, cultura e esporte, garantindo-se a aquisição de equipamentos e laboratórios, a produção de material didático específico, a formação continuada de professores e a articulação com instituições acadêmicas, esportivas e culturais

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  • 3.2 - Direitos de Aprendizagem do EM

    O Ministério da Educação, em articulação e colaboração com os entes federados e ouvida a sociedade mediante consulta pública nacional, elaborará e encaminhará ao Conselho Nacional de Educação - CNE, até o 2º (segundo) ano de vigência deste PNE, proposta de direitos e objetivos de aprendizagem e desenvolvimento para os(as) alunos(as) de ensino médio, a serem atingidos nos tempos e etapas de organização deste nível de ensino, com vistas a garantir formação básica comum

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  • 3.3 - Base Nacional Comum Curricular do Ensino Médio

    Pactuar entre União, Estados, Distrito Federal e Municípios, no âmbito da instância permanente de que trata o § 5º do art. 7º desta Lei, a implantação dos direitos e objetivos de aprendizagem e desenvolvimento que configurarão a base nacional comum curricular do ensino médio

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  • 3.4 - Esportes e Cultura

    Garantir a fruição de bens e espaços culturais, de forma regular, bem como a ampliação da prática desportiva, integrada ao currículo escolar

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  • 3.5 - Programas de Correção de Fluxo

    Manter e ampliar programas e ações de correção de fluxo do ensino fundamental, por meio do acompanhamento individualizado do aluno com rendimento escolar defasado e pela adoção de práticas como aulas de reforço no turno complementar, estudos de recuperação e progressão parcial, de forma a reposicioná-lo no ciclo escolar de maneira compatível com sua idade

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  • 3.6 - Universalização do ENEM

    Universalizar o Exame Nacional do Ensino Médio – ENEM, fundamentado em matriz de referência do conteúdo curricular do ensino médio e em técnicas estatísticas e psicométricas que permitam comparabilidade de resultados, articulando-o com o Sistema de Avaliação da Educação Básica – SAEB, e promover sua utilização como instrumento de avaliação sistêmica, para subsidiar políticas públicas para a Educação Básica, de avaliação certificadora, possibilitando aferição de conhecimentos e habilidades adquiridos dentro e fora da escola, e de avaliação classificatória, como critério de acesso à Educação superior

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  • 3.7 - Ensino Médio Integrado ao Profissional

    Fomentar a expansão das matrículas gratuitas de ensino médio integrado à Educação profissional, observando-se as peculiaridades das populações do campo, das co­munidades indígenas e quilombolas e das pessoas com deficiência.

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  • 3.8 - Frequência dos beneficiários de programas de transferência de renda

    Estruturar e fortalecer o acompanhamento e o monitoramento do acesso e da permanência dos jovens beneficiários de programas de transferência de renda, no ensino médio, quanto à frequência, ao aproveitamento es­colar e à interação com o coletivo, bem como das situações de discriminação, preconceitos e violências, práticas irregulares de exploração do trabalho, consumo de drogas, gravidez precoce, em colaboração com as famílias e com órgãos públicos de assistência social, saúde e proteção à adolescência e juventude

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  • 3.9 - Busca ativa da população de 15-17 anos

    Promover a busca ativa da população de 15 (quinze) a 17 (dezessete) anos fora da escola, em articulação com os serviços de assistência social, saúde e de proteção à adolescência e à juventude

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  • 3.10 - Educação e Cultura associadas à Qualificação Profissional

    Fomentar programas de educação e de cultura para a população urbana e do campo de jovens, na faixa etária de 15 (quinze) a 17 (dezessete) anos, e de adultos, com qualificação social e profissional para aqueles que estejam fora da escola e com defasagem no fluxo escolar

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  • 3.11 - Oferta de Ensino Médio

    Redimensionar a oferta de ensino médio nos turnos diurno e noturno, bem como a distribuição territorial das escolas de ensino médio, de forma a atender a toda a demanda, de acordo com as necessidades específicas dos alunos

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  • 3.12 - População itinerante e Ensino Médio

    Desenvolver formas alternativas de oferta do ensino médio, garantida a qualidade, para atender aos filhos e filhas de profissionais que se dedicam a atividades de caráter itinerante

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  • 3.13 - Prevenção à evasão por preconceito e discriminação

    Implementar políticas de prevenção à evasão motivada por preconceito e discriminação racial, por orientação sexual ou identidade de gênero, criando rede de pro­teção contra formas associadas de exclusão

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  • 3.14 - Cursos tecnológicos e científicos

    Estimular a participação dos adoles­centes nos cursos das áreas tecnológicas e científicas

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