Acesso e fluxo no Ensino Médio

Por Instituto Unibanco, 09 set, 2013

A situação crítica do Ensino Médio no Brasil tem sido foco de preocupação de governantes e especialistas da área de Educação nas últimas décadas; sendo o acesso e a qualidade do ensino somente alguns dos maiores desafios colocados para essa etapa. Com os avanços da expansão de matrículas no Ensino Fundamental e a diminuição da distorção idade-série, o número de alunos ingressantes no Ensino Médio também aumentou. Mas, apesar de mais de 80% do jovens de 15 a 17 anos estarem na escola e a taxa de escolarização líquida da população de 15 a 17 anos ter tido um aumento significativo entre 1995 a 2011, parte considerável dos jovens estão fora de qualquer sistema de ensino e/ou não chegaram no Ensino Médio. Além disso, se compararmos esse quadro entre as grandes regiões brasileiras e no que se refere às populações socialmente mais vulneráveis, veremos uma disparidade ainda mais significativa.


Pesquisas recentes nos mostram que alunos que já trazem na bagagem a consequência de um ensino de pior qualidade nas etapas anteriores e, dentre esses, principalmente os que já estão fora da idade correta para a série que frequentam, são os que têm mais propensão para abandonar o Ensino Médio ou nem mesmo nele ingressar. Isso evidencia que uma das ações necessárias para melhoria do Ensino Médio passa também pela melhoria do aprendizado no Ensino Fundamental, no sentido de se diminuir a distorção idade-série e de se elevar o nível de proficiência dos alunos. As classes de reforço e os programas de aceleração de aprendizagem são algumas das alternativas oferecidas pelas escolas.

 

Dessa forma, as principais estratégias de atuação com relação a essa meta são: dar atenção a esse público mais sescetível ao abandono e à evasão, inclusive na transição Fundamental-Médio; atrair os jovens de 15 a 17 anos que estão fora da escola; e acompanhar e ampliar ações que busquem trabalhar com alunos que já se encontram em situação de defasagem escolar e com baixos níveis de proficiência. Isso implica que os esforços e a reponsabilidade dos governadores e secretários estaduais sejam proporcionais ao tamanho do desafio colocado por essa meta.